O atacante equatoriano Miller Bolaños, ídolo da torcida gremista em 2016, foi preso por policiais da Polícia Nacional do Equador no último fim de semana. O caso ocorreu em Daule, na província de Guayas, após o jogador ser flagrado com uma arma de fogo irregular, conforme informações preliminares do Comando Policial da Zona 5.
Segundo o boletim divulgado nas redes oficiais da corporação, Bolaños teria efetuado disparos em frente à própria casa, o que mobilizou uma equipe policial. Um outro homem, que acompanhava o atleta, também foi detido. As autoridades confirmaram que não houve feridos nem danos materiais durante a ação.
O episódio se soma a outras polêmicas envolvendo o atacante. Em maio de 2024, ele já havia sido preso após um desentendimento em estado de embriaguez. O clube da Cidade de Guayaquil, onde o jogador atua atualmente na Série B do futebol equatoriano, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.
Miller Bolaños tem histórico de destaque no futebol sul-americano e é lembrado com carinho pelos gremistas. Em 2016, ele foi peça importante na conquista da Copa do Brasil, marcando gols decisivos contra o Atlético-PR e o Atlético-MG. Ao todo, foram 46 jogos e 15 gols com a camisa tricolor.
Sua contratação envolveu um alto investimento do Grêmio, com ajuda financeira do empresário Celso Rigo para pagar os R$ 20 milhões pedidos pelo Emelec, do Equador. Além dos gols e dos títulos, Bolaños também ficou marcado por um lance polêmico: a fratura na mandíbula causada por uma cotovelada no Gre-Nal de 2016, que exigiu longa recuperação.
Apesar das lesões e de episódios extracampo que marcaram sua passagem por Porto Alegre, o atacante participou do início da campanha vitoriosa da Libertadores de 2017, antes de ser negociado.



