Ser gremista é muito mais do que torcer. É carregar nas veias uma história que começou em 15 de setembro de 1903, em Porto Alegre, e que nunca mais parou de crescer.
É lembrar que, em 1983, o mundo viu nascer o Imortal Tricolor, campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes. Que em 1995, com a garra do grupo de Felipão, a América voltou a ser azul, preto e branco. E que em 2017, a festa se repetiu, mostrando que o Grêmio não vive de passado, mas de uma tradição que se renova a cada geração.
Ser gremista é cantar “Até a pé nós iremos” e provar que não é só letra. Em tempos difíceis, quando a Arena ficou longe por causa das enchentes, a torcida viajou, apoiou, mostrou que a paixão não tem distância. Foi assim nos Aflitos, foi assim no Japão, é assim em cada canto onde o Grêmio entra em campo.
É herdar memórias do Olímpico Monumental, onde tantas glórias foram escritas, e levá-las para a Arena do Grêmio, símbolo da nova era. É visitar o Memorial Hermínio Bittencourt e sentir orgulho de cada troféu, cada camisa, cada lembrança que comprova que essa paixão não é invenção: é história viva.
Como disse o icônico Paulo Sant’Ana, jornalista e torcedor símbolo do Grêmio:
“Ser gremista é o sonho delirante de não conseguir na vida ser uma outra coisa.”
Essa frase resume a intensidade, a entrega e o amor incondicional que só quem é gremista entende.
É saber que o Grêmio é dono da Copa do Brasil, com conquistas em 1989, 1994, 1997, 2001 e 2016. É lembrar dos títulos brasileiros de 1981 e 1996, e da coleção interminável de Gauchões que consolidam a supremacia dentro do Rio Grande.
Ser gremista é entender que o apelido Imortal não veio por acaso. Ele nasceu das batalhas, da superação, da torcida que canta mais alto quando a situação é mais difícil. É sentir o coração pulsar azul, preto e branco, não importa o resultado.
Hoje, quando o Grêmio completa 122 anos, não é apenas um clube que faz aniversário. É uma paixão que atravessa o tempo, que une pais e filhos, avós e netos, e que segue viva em cada arquibancada, em cada canto, em cada lágrima e sorriso.



